Empresária é investigada no Paraná após áudio com falas sobre contratação de homossexuais: "Se for homossexual, nem precisa mandar contato"

Rosangela Silva Pinto, de Marialva, é investigada pela Polícia Civil por suspeita de homofobia após declarar que não contrataria profissionais homossexuais. O caso é apurado com base na Lei 7.716/89, a Lei do Racismo, que também abrange crimes contra a população LGBTQIAPN+.

Por Portal Giro

Foto: Reprodução

A empresária Rosangela Silva Pinto, de Marialva, no norte do Paraná, é alvo de investigação da Polícia Civil sob suspeita de homofobia. A apuração começou após uma denúncia feita por uma enfermeira, que apresentou à polícia dois áudios atribuídos à empresária. Segundo a vítima, as mensagens foram enviadas durante um processo de recrutamento para uma clínica geriátrica que Rosangela pretende inaugurar na cidade.

Nos áudios, a empresária afirma que não contrataria profissionais homossexuais para compor sua equipe. Em um dos trechos, pede que apenas homens e mulheres heterossexuais sejam indicados para a vaga, destacando que não aceitaria pessoas lésbicas ou gays. Em outro, enviado a uma terceira pessoa, diz que o problema estaria quando a homossexualidade “sai das quatro paredes para a sociedade”.

A enfermeira, que é lésbica, registrou boletim de ocorrência por injúria na última terça-feira (12) e relatou que, até então, sua contratação já estava encaminhada. No entanto, no mesmo dia, foi informada pela empresária de que não assumiria o cargo e recebeu as mensagens que justificavam a decisão.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Aldair Oliveira, Rosangela foi intimada para depor na sexta-feira (15), mas não compareceu, apresentando um atestado médico. O depoimento foi reagendado para segunda-feira (18). Procurada, a empresária declarou que não tinha nada a comentar sobre as acusações.

A investigação ocorre com base na Lei 7.716/89, conhecida como Lei do Racismo, que no Brasil também é aplicada em casos de discriminação contra a população LGBTQIAPN+. O inquérito segue em andamento.

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Fonte: G1