Dólar bate recorde histórico e fecha em R$ 6,26, maior cotação já registrada

Nesta quarta-feira (18), a moeda americana encerrou em forte alta de 2,82%, alcançando o recorde de R$ 6,2672, durante o dia, a cotação chegou a superar R$ 6,28 em alguns momentos. A alta reflete a visão do mercado diante do pacote fiscal debatido no Congresso e da redução da taxa de juros pelo Fed, que pode impactar economias emergentes.

Por Portal Giro

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O dólar encerrou esta quarta-feira (18) em forte alta de 2,82%, alcançando o recorde de R$ 6,2672, com picos de R$ 6,28 observados em alguns momentos do dia. Essa foi a maior valorização da moeda norte-americana desde novembro desse ano, quando alcançou R$ 5,91 no fechamento. A alta reflete um cenário de incertezas no mercado financeiro doméstico e internacional, combinado com dúvidas sobre a eficácia das recentes medidas fiscais propostas pelo governo federal.

Na noite anterior, a Câmara dos Deputados aprovou um texto que impede a ampliação de benefícios tributários em caso de desequilíbrio fiscal e ativa um "gatilho" para limitar gastos com pessoal sempre que houver déficit primário — situação em que as despesas do governo superam a arrecadação. Apesar do avanço inicial no Congresso, agentes financeiros demonstram ceticismo sobre a capacidade do pacote de cortes de gastos em controlar o endividamento público.

Nesta quarta-feira, a Câmara continuou debatendo pontos centrais das propostas fiscais, incluindo alterações na regra do salário-mínimo e nos abonos salariais. As medidas ainda precisam ser analisadas pelo Senado. Contudo, declarações recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçaram a percepção de que o governo não pretende adotar medidas mais profundas para conter despesas, o que tem pressionado o mercado.

No cenário internacional, a decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, também gerou impacto nos mercados. O Fed reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, posicionando-a entre 4,25% e 4,50% ao ano. A medida sinaliza uma preocupação com a desaceleração da economia global, mas pode diminuir a atratividade de investimentos em países emergentes, como o Brasil.

O ambiente negativo se refletiu também no mercado acionário brasileiro. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou o dia em queda de mais de 3%. Investidores continuam avaliando os impactos das incertezas fiscais e do cenário externo, que têm gerado maior aversão ao risco e contribuído para a forte volatilidade nos mercados.

Fonte: Giro Portal