A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) escalou o ex-procurador da Lava Jato e senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) para analisar os documentos relacionados à abertura de sigilos apresentados por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Brasília.
Nesta quinta-feira (22), Deltan foi à sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acompanhado da advogada da campanha, Maria Cláudia Bucchianeri Pinheiro, e conversou com a imprensa na chegada. Segundo a campanha de Flávio, ele ficará responsável por examinar extratos bancários, relatórios e outros documentos apresentados por Lula, além de dados relacionados ao filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, à primeira-dama Janja e ao ex-assessor Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.
A escolha de Deltan foi justificada pela campanha com base na experiência do ex-procurador em investigações financeiras durante a Operação Lava Jato. Ele coordenou a força-tarefa em Curitiba, que investigou Lula, e é um crítico do presidente.
A campanha de Flávio mantém a posição de que o candidato só entregará os próprios dados após Lula apresentar os documentos prometidos. Já a campanha do presidente afirma ter aceitado as condições apresentadas e cobra que Flávio também autorize a abertura dos próprios sigilos.
Flávio Bolsonaro afirmou que aceitaria abrir seus dados caso Lula também autorizasse o acesso às informações de Marcola. A discussão começou após Lula desafiar o adversário, na segunda-feira (19), a abrir os sigilos bancário e telefônico.
O pedido de Lula foi protocolado no TSE em 20 de outubro. No dia seguinte, Flávio apresentou condições para também autorizar o acesso aos próprios dados. A campanha de Lula afirmou não se opor às exigências, incluindo a análise das informações relacionadas a Marcola.
O último debate entre Lula e Flávio Bolsonaro antes do segundo turno está previsto para esta sexta-feira (23). A votação será realizada no domingo (25).