Criança morre após entrar em guarda-roupa e respirar desodorante aerossol, em Belo Horizonte

João Victor, de 10 anos, foi encontrado desacordado dentro do móvel. Existe a possibilidade de que o garoto estivesse cumprindo um suposto desafio promovido pelas redes sociais.

Por Portal Giro

Foto: Reprodução
João Victor Santos Mapa, de 10 anos.

Um menino, de 10 anos, foi encontrado inconsciente pela mãe dentro de um guarda-roupa. O incidente aconteceu na noite desta quinta-feira (25), no bairro Pirajá, Região Nordeste de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe de João Victor Santos Mapa contou que o menino brincava com os irmãos em casa. Momentos depois, a mulher percebeu a ausência do filho e passou a procurá-lo. Durante as buscas, ela encontrou o garoto dentro de um guarda-roupa com as portas fechadas. João Victor estava inconsciente, depois de ter inalado desodorante aerossol.

Ainda segundo o documento policial, a família acionou uma ambulância do Samu. Quando os socorristas chegaram ao local, constataram que o menino já estava sem vida.

Uma forte comoção tomou conta dos parentes e vizinhos. Os militares foram acionados para conter a família, que atrapalhava o trabalho dos socorristas.

Existe a possibilidade de que João Victor estivesse cumprindo um suposto desafio promovido pelas redes sociais. A informação ainda precisa ser confirmada pelas investigações da Polícia Civil.

O corpo do menino foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) da capital.

Família mora no bairro Pirajá, na Região Nordeste de BH. (Foto: Reprodução/TV Globo)

O que diz a Polícia Civil

"Assim que acionada, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deslocou a perícia ao local dos fatos onde foi localizado o corpo de uma criança de 10 anos. Não há indícios de violência. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette, onde foi submetido a exames e liberado aos familiares. A causa e circunstâncias da morte serão investigadas".

Sobre a possibilidade que o menino estivesse cumprindo algum desafio das redes sociais, a instituição informou que "não descarta nenhuma linha de investigação".

Fonte: G1 Minas Gerais