A conta de luz dos brasileiros terá um aumento a partir de 1º de setembro, com acréscimo de R$ 7,877 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O reajuste foi anunciado na sexta-feira (30) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que acionou a bandeira tarifária vermelha patamar 2, pela primeira vez em mais de três anos. Essa medida ocorre quando há risco hidrológico, ou seja, quando os reservatórios de água estão abaixo dos níveis esperados, impactando a geração de energia.
A justificativa para a bandeira vermelha patamar 2 é a expectativa de que os reservatórios das hidrelétricas operem com afluências cerca de 50% abaixo da média histórica. Com o agravamento da estiagem e a redução no nível dos reservatórios, o custo de geração de energia aumenta, exigindo o acionamento de usinas termelétricas, que são mais caras.
A medida resultará em um aumento de R$ 7,88 a cada 100 kWh consumidos. Para uma família com consumo médio entre 150 kWh e 200 kWh, isso representará um acréscimo significativo na conta de luz. O cenário reforça a necessidade de acionar bandeiras tarifárias, como as amarela ou vermelha, que indicam custos adicionais para a geração de energia.
Em situações extremas, como a seca severa de 2021, a Aneel já havia acionado a bandeira de "escassez hídrica", a mais cara de todas, que ficou em vigor até abril de 2022, quando a bandeira verde foi restabelecida, sem cobrança adicional.