Uma reunião na última quarta-feira (26) entre representantes de escolas particulares e de associações de pais e alunos apresentou um relatório técnico elaborado para auxiliar o Governo do Pará na tomada de decisões relacionadas à volta às aulas presenciais. Foram detalhados os critérios da análise e o cronograma sugerido para o retorno gradual das atividades escolares. A proposta leva em consideração o cruzamento de dados entre o número de leitos pediátricos disponíveis, a letalidade da Covid-19 entre crianças e adolescentes até os 19 anos e o atual estágio de manifestação do vírus nesta faixa etária.
Foram apresentadas três possibilidades de calendários, considerando as faixas etárias dos estudantes. Para o ensino infantil e fundamental, com base na capacidade física e estrutural das salas de aula, o retorno está programado para 1º de setembro com 25% de ocupação; em 8 de setembro, 50%; em 22 de setembro, 75%, e em 29 de setembro, 100%.
Para escolas de ensino médio, o cronograma seria de 50% para retorno no dia 1º de setembro; 75% no dia 15 de setembro e 29 de setembro, 100%. Para o ensino Superior deve ser seguido um ordenamento semelhante, que ainda será divulgado.
Nos estabelecimentos onde há turmas de todas as idades, o cronograma será mais específico. A retomada deve priorizar o ensino médio e o ensino infantil, voltando 25% da capacidade no dia 1º de setembro e 50% no dia 8 de setembro. Ainda no dia 8 retornam os alunos do Ensino Fundamental, mas somente 25% do total. No dia 15 de setembro estaria permitida a volta de 50% para três turmas. Nos dias 29 de setembro e 6 de outubro, respectivamente, 75% e 100%, para todas as salas.
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O documento foi elaborado pelo Comitê Técnico Assessor de Informações Estratégicas e Respostas Rápidas à Emergência em Vigilância em Saúde Referentes ao Novo Coronavírus, composto por representantes da Universidade Federal do Pará (UFPA), Uepa, Sespa, Laboratório Central do Pará (Lacen), Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, Instituto Evandro Chagas (IEC) e profissionais de saúde com larga experiência. Todas as avaliações são submetidas à PGE.
O titular da Procuradoria-Geral, Ricardo Sefer, antes da apresentação do conteúdo reforçou que em qualquer linha adotada pelo governo do Estado na retomada das aulas o sucesso de qualquer flexibilização dependerá, fundamentalmente, do empenho de todos os envolvidos: pais, alunos, professores e funcionários no cumprimento dos protocolos estabelecidos.
Ainda segundo o procurador, a reunião discutiu os protocolos e ainda há diversas condicionantes e recomendações a partir da localidade e do grau de evolução da pandemia. Somente os municípios com a bandeira amarela, verde ou azul poderão retomar essas aulas, já que esse bandeiramento sinaliza disponibilidade do sistema de saúde para comportar uma eventual segunda onda.
Enquanto isso o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Estado do Pará, declarou ter saído do encontro com as melhores expectativas sobre uma possível volta ao ensino presencial e aguarda o decreto do governador liberando as atividades.