Com avanço da covid-19, Manaus decreta estado de emergência por 180 dias

Prefeito da capital amazonense, David Almeida, afirmou que a cidade está em colapso e só tem covas para '2 ou 3 meses'.

Por Portal Giro

Foto: Reprodução
Manaus bateu recorde de novas internações diárias pela covid-19 desde março. Foram 159 hospitalizações. Relatos dão conta de filas em cemitérios.

O prefeito de Manaus, David Almeida, decretou estado de emergência por 180 dias por conta do avanço da Covid-19 na cidade. O decreto autoriza, entre outras medidas, contratação temporária de pessoal, de serviços e aquisição de bens e materiais.

A capital amazonense voltou a ter hospitais lotados por conta da Covid. Nos últimos dias, a cidade registrou recorde de novas internações que superaram números vistos em abril e maio, quando houve colapsos no sistema público de saúde e funerário. Cemitérios também voltaram a registrar filas de carros funerários.

Segundo informações do G1, no primeiro pico da doença no estado, entre abril e maio, a rede pública de saúde operou com quase 100% dos leitos ocupados, e caixões foram enterrados empilhados e em valas comuns em Manaus. Até esta segunda (4), mais de 5,3 mil pessoas morreram com a Covid-19 em todo o estado.

David Almeida (Avante) anunciou que pretende construir mais 6 mil covas no maior cemitério de Manaus.

O gestor da capital amazonense, admitiu hoje que Manaus vive um novo colapso no sistema de saúde, em meio a um aumento de casos e internações de pacientes com covid-19. Segundo ele, se os níveis de mortalidade continuarem como estão, a cidade só terá covas disponíveis para mais "dois ou três meses".

"Manaus foi a 1ª cidade do Brasil a entrar em colapso na saúde e foi também a primeira a sair. E voltamos novamente, nesta segunda onda, a entrar nesse colapso de atendimento de casos de covid-19", disse Almeida em entrevista à CNN Brasil. "Nós ainda temos alguma reserva [de covas], possivelmente temos dois ou três meses de vagas de sepultamento".

O prefeito ainda afirmou que pretende construir, de forma rápida, mais 6 mil covas no Cemitério Nossa Senhora Aparecida, o maior de Manaus. O local é o mesmo onde vítimas da covid-19 tiveram que ser enterradas em valas comuns por falta de espaço, no auge da primeira onda de infecções na cidade.

A ideia, segundo Almeida, é construir 22 mil novas covas ao todo. "Nós estamos contratando para que, de forma emergencial, nós possamos garantir que essas famílias possam ter seus entes queridos sepultados de uma forma digna", completou.

Fonte: Portal Giro, com informações do G1 e Uol