BBC News Brasil divulga documentário sobre adolescente que recuperou praça tomada por lixo em Belém

João Victor da Silva, de 16 anos, conhecido como João do Clima, tem se destacado por sua atuação em defesa do meio ambiente e da justiça climática

Por Portal Giro

A BBC News Brasil divulgou um mini documentário sobre João Victor da Silva, um adolescente de 16 anos, da cidade de Belém, conhecido como João do Clima, que vem se destacando por sua atuação em defesa do meio ambiente e da justiça climática.

O jovem ganhou visibilidade ao liderar, junto com moradores de sua comunidade, a limpeza de uma praça que havia se transformado em um verdadeiro lixão a céu aberto. Segundo João, o local acumulava resíduos de todo tipo, atraindo ratos, moscas e provocando contaminação de uma nascente próxima.

Indignado com a situação, ele mobilizou os vizinhos e organizou uma manifestação para reivindicar a limpeza do espaço. Em apenas dois dias, o grupo conseguiu que o lixo fosse retirado. Desde então, os moradores mantêm uma vigilância noturna para evitar que novos resíduos sejam jogados no local. Hoje, a área está limpa e arborizada, símbolo do poder da mobilização comunitária.

Mesmo sem ter concluído os estudos, João Victor acredita ter uma missão: chamar atenção para os impactos das mudanças climáticas nas periferias e nas ilhas de Belém. Ele relaciona suas ações com a própria história de vida — sua mãe morreu de câncer de pele quando ele ainda era bebê, algo que ele entende estar ligado à desigualdade climática.

Agora, João se prepara para participar da COP30, que será realizada em Belém, como conselheiro do UNICEF, o Fundo das Nações Unidas para a Infância. Em entrevista à BBC, ele fez um apelo por mais responsabilidade dos líderes mundiais:

“Os líderes estão negligenciando a juventude. A crise climática é uma tempestade onde tem gente em iate, tem gente em rabeta e tem gente até sem barco.”

Com maturidade e sensibilidade, João resume o dilema de sua geração:

“Eu queria ser mais adolescente e menos ativista. Nesse momento, não acho que é possível.”

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Fonte: BBC News Brasil