Um motorista de aplicativo foi agredido por uma passageira no Distrito Federal, na madrugada de quarta-feira (17). O caso envolveu Leilane Marques da Mata, técnica em enfermagem da Secretaria de Saúde e nomeada em março de 2025 no gabinete da deputada distrital Dayse Amarilio (PSB), que exonerou a funcionária após a repercussão do episódio.
As imagens, registradas por câmera instalada no carro de Jonathan Baptista Rodrigues, 28 anos, mostram o momento em que Leilane desce do veículo, bate no equipamento e atinge o rosto do motorista. O vídeo, com cerca de seis minutos, flagra também a discussão entre os envolvidos.
Segundo informações, o desentendimento começou quando, ao passarem por um incêndio, Leilane pediu para o motorista parar a corrida e tirar uma foto do local, o que foi negado. Em seguida, houve troca de ofensas. No fim da viagem, ao ser solicitada a descer, a passageira se recusou e passou a insultar Jonathan, chamando-o de “escroto” e afirmando que ele vivia uma “vida de merda”. Pouco depois, ocorreu a agressão.
O motorista registrou boletim de ocorrência na 11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante). Ele afirmou que se sentiu constrangido com a conduta da passageira e decidiu não completar a corrida.
Repercussão e exoneração
Em nota, a deputada Dayse Amarilio afirmou que tomou conhecimento do caso pela imprensa e destacou que a atitude da assessora não condiz com os valores de seu mandato. “Diante disso, não nos resta outra alternativa além do desligamento da colaboradora em questão”, declarou.
A parlamentar reforçou o compromisso do gabinete “com o respeito ao próximo, a empatia e o cuidado, independentemente de classe social, ideologia ou carreira profissional”.
Defesa da ex-assessora
Em carta escrita à mão, Leilane admitiu que se “alterou” durante a viagem por preocupação com o horário e disse que não teve a intenção de agredir o motorista. Ela alegou que tentou retirar a câmera do veículo e acabou encostando no rosto dele. “Peço desculpas por isso”, escreveu.
Na mesma carta, entregue junto ao pedido de exoneração, afirmou que se sentiu desrespeitada pelo motorista, a quem classificou como “arrogante e ignorante”, e relatou ter sido ameaçada de exposição na mídia.