A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) afirmou que não vai voltar ao Brasil para cumprir sua pena. A declaração está em vídeo divulgado por sua defesa após a prisão da parlamentar hoje, em Roma.
Advogado da deputada, Fábio Pagnozzi disse que tentará evitar a extradição para o Brasil. No mesmo vídeo, ele disse que a deputada busca "ser julgada com imparcialidade e justiça".
O STF decretou a prisão de Zambelli no dia 5 de junho. Desde então, ela estava foragida e teve seu nome incluído na lista de procurados da Interpol. A parlamentar foi condenada a dez anos de prisão e perda do mandato por ordenar a invasão ao sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
Defesa alega que Zambelli se entregou às autoridades italianas. A Polícia Federal, no entanto, não confirma essa versão e disse, em nota, que a parlamentar foi presa em Roma em uma ação conjunta entre PF, Interpol e agências da Itália.
Em nota, a defesa argumenta que não há necessidade de um processo de extradição, visto que a parlamentar "sempre esteve à disposição" das autoridades. "A deputada reitera seu compromisso inabalável com a Justiça e com a verdade, e assegura que continuará lutando para que os fatos sejam devidamente apurados e que a justiça prevaleça".
No vídeo divulgado pela defesa, Zambelli voltou a dizer que é perseguida politicamente. Ela também chamou o ministro do STF Alexandre de Moraes de "ditador".
"Quando eu disse que era intocável, é porque eu sei que só deus pode me tocar", disse a deputada. Logo após fugir para a Itália, em junho, ela falou em entrevista que era "intocável" na Itália. "Podem colocar a Interpol atrás de mim, mas não me tiram daqui", disse na ocasião.