Uma grave denúncia de abuso sexual dentro de uma escola particular de Belém, localizada na Avenida João Paulo II, expõe uma série de falhas no tratamento à vítima e gera indignação. A adolescente de 13 anos, cuja mãe se identifica como Larissa Brito, foi expulsa da instituição após a família denunciar que a filha teria sido vítima de abusos cometidos por um aluno de 16 anos. Os supostos crimes ocorreram dentro de um ônibus escolar e em dependências do colégio.
Ao ser informada sobre os fatos, a direção da escola teria se comprometido a afastar o adolescente apontado como autor e a oferecer apoio psicológico à estudante. No entanto, segundo o relato da mãe, nenhuma das medidas prometidas foi efetivamente cumprida. O aluno de 16 anos teria permanecido frequentando as aulas normalmente.
A situação se agravou durante um campeonato de robótica promovido pela escola. A presença do suposto agressor no mesmo evento teria desencadeado uma crise severa de síndrome do pânico na vítima, que precisou de atendimento. A mãe, testemunhando uma provocação do adolescente contra sua filha, interveio, discutiu com ele e o retirou do local.
Em vez de tomar providências em relação ao aluno de 16 anos, a instituição decidiu cancelar a matrícula da adolescente de 13 anos. A mãe alega que a expulsão foi consequência direta do episódio ocorrido durante o campeonato. Enquanto a vítima foi afastada, o adolescente denunciado segue vinculado à escola.
A família, após meses de tentativas de diálogo com a direção, decidiu tornar o caso público. A mãe declara que seu objetivo é buscar justiça para a filha, a responsabilização dos envolvidos e maior proteção para outras crianças e adolescentes.