Uma adolescente de 13 anos foi assassinada por uma amiga com um tiro na nuca na manhã da última terça-feira (27) em Taubaté, estado de São Paulo. A atiradora, de 12 anos, foi apreendida pela Polícia Civil e confessou o homicídio.
O crime aconteceu na casa da vítima no bairro Jardim Paulista. Segundo a Delegacia de Polícia Especializada de Investigações Criminais, a adolescente foi até a casa da amiga pela manhã e deu um tiro em Ana Lívia, que foi encontrada morta horas depois.
A Polícia Civil foi acionada e, ao analisar imagens de câmeras de segurança, identificou a suspeita. Ela foi localizada na escola onde estudava com a vítima e confessou o crime. A arma usada no crime, uma pistola calibre 380, foi apreendida na casa da jovem. A adolescente disse aos policiais que pegou a pistola na casa de um parente no último domingo.
Em depoimento, a menor de idade disse ainda que cometeu o crime porque teve um desentendimento com a vítima. O caso foi registrado pela Deic e é investigado.
A tia da vítima lamentou o falecimento e falou sobre a dor que a família está enfrentando, pelo luto e também pelo choque do crime ter sido cometido por uma pessoa próxima da menina. O corpo de Ana Lívia foi velado na funerária Sagrada Família na manhã desta quarta-feira (28). O enterro aconteceu no fim da manhã no cemitério municipal.
Polícia investiga como adolescente conseguiu a arma usada no crime
A Polícia Civil está investigando quem é o responsável pelo registro da arma utilizada pela adolescente. Equipes tentam descobrir também como a jovem teve acesso ao armamento. Em entrevista ao Link Vanguarda nesta quarta-feira (28), o delegado Vinicius Garcia Vieira informou que a princípio a suspeita é que a arma seja de um familiar da atiradora.
“Estamos levantando de quem seria essa arma. Possivelmente é de um familiar, mas ainda estamos investigando. As informações estão em sigilo, devido às investigações”, disse o delegado.
Ainda segundo Vieira, a arma tem registro e a numeração está intacta. “Há um registro da arma e a numeração está sendo analisada, para chegar ao real proprietário da arma”, contou. O delegado informou que o responsável pela arma poderá responder criminalmente, caso seja provado que houve negligência ou imprudência por parte do proprietário da arma.
“Estamos investigando para esclarecer quem era o proprietário e como se deu a chegada da arma nas mãos da adolescente, para então o Ministério Público e o poder judiciário analisarem se a pessoa deve responder à Justiça”, narrou.

Foto: Reprodução/Polícia Civil
Adolescente apreendida
A atiradora, de 12 anos, foi apreendida em flagrante pela Polícia Civil e confessou o homicídio. Ela recebeu um ato infracional, por crime análogo a homicídio.
Segundo o delegado, devido a gravidade do caso ela foi internada provisoriamente na Fundação Casa. O Ministério Público e o Tribunal de Justiça de São Paulo estão acompanhando o caso, mas a princípio ela pode ficar internada na fundação por até 90 dias de forma provisória, até que o caso dela seja julgado.
Ainda segundo a polícia, após o julgamento, o prazo máximo que a jovem pode passar na instituição é de três anos.